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Ei professor, essa aula também é minha

Minha aula, viu?

Tivemos uma conversa informal entre os adultos e crianças da comunidade da escola. Falávamos dos visitantes que – em sendo muitos – as vezes causam descontentamento aos ‘moradores’.

O lado deles não é difícil de entender – imagine um bando de desconhecidos visitando sua casa sempre, pessoas que nem sempre entendem o principio de self-governance daqui. A conversa explica o porquê:

Menina de 15 – Eu me dei conta que não gosto nem um pouco quando eles entram no meio da minha aula de física.

Eu [professor de física] – Bom, normalmente quando os visitantes chegam na sala eu deixo que eles entrem e façam perguntas. Minha motivação é somente a de querer que mais gente possa conhecer esta escola [que as crianças não tem claro o quão famosa é] e que iniciativas inspiradas nela possam surgir em outros lugares.

Menina de 15 – Tá, mas eles ficam um bom tempo perguntando [sempre as mesmas] coisas e, além do mais, perguntam só para você e nunca para a gente.

Eu – É verdade. Eu acho que o fato de perguntarem só para mim se deve ao fato de que é assim que eles estão acostumados – entender a forma como funcionamos não é fácil para quem sempre viveu outra experiência.

Menina de 15 – É, mas como a aula também é minha, quero decidir se eles podem entrar ou não.

Eu – Errr… humm… sabe que você tem razão…


May 31, 2011 | 12:05 PM Comments  0 comments

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Ensino em Casa no Brasil?

Os pais gerando um experiência escolar legítima no ensino em casa: "Ei, bunda mole, tô conseguindo ver sua calcinha!"

Ensino em casa é bastante famoso nos EUA (onde se usa o termo em inglês homeschooling) e relativamente conhecido também na Europa. Recentemente temos ouvido muita notícia sobre esse tema no Brasil. Será que faz sentido por aqui?

Ouvi essa pergunta e tive a oportunidade também de ver essa reportagem abaixo.

Vou fazer ping pong com os lados da história:

Contato constante com os pais

Aprender acontece em qualquer situação, mas elas não são todas iguais – estar sob a tutela dos pais a todo o momento é matar a diversidade de tons e relações de aprendizagem que a criança pode ter. Isso não significa estar totalmente afastado dos pais, mas significa ter momentos de relação com outros. Pais ensinando em casa os seus próprios filhos a todo o momento é monotônico.

Além disso, pais sempre carregam uma expectativa em relação aos filhos, alguns tem até uma prejudicial ansiedade. Papel de pai inclui querer o bem os filhos e essa proximidade vem atrelada a expectativas em relação a eles. Essa expectativa é pressão que tanto pai quanto filho tem que aprender a superar.

Espaço público onde se aprende

Aceitamos sem questionar o monopólio escolar do aprendizado e muito pouco se fala de espaços públicos de aprendizado diferentes. É realmente triste que legalmente o único ambiente público de aprendizado no Brasil seja a escola.

Clube não é a escola

Clube, ballet, aula de piano e acampamento de verão não são o que é a escola para uma criança. A escola tem o potencial de ser um espaço relacional que todos estes outros lugares não tem. Estar em uma escola é ter a oportunidade de relacionar-se com outros de um jeito que nenhum destes outros espaços permite.

Isso não quer dizer que a escola seja um modelo de comunidade ou de um espaço relacional, mas que tem possibilidade de ser, enquanto que o clube e o acampamento de verão não tem.

Miscelânea

Pai e mãe podem, mas não precisam ser preparados para educar filhos em casa. Ser pai e mãe já é um peparar-se constante, é ser pai e mãe – essa é toda a “dinâmica familiar” necessária. No mais, o que eu acho engraçado dessa coisa toda – quando se está doente a gente procura um médico. Quer construir uma casa? Um arquiteto. Agora pedagogo e professor não serve para nada, né?

Adorei a ilustração do copo na torneira para encher. Deixa claro o que a pessoa entende por aprendizado e dá a sensação de que a doutrina de ensino em casa não é muito diferente da doutrina escolar do século XIX. Eu processava também.

Numa nota a parte, o gordinho detonou.

Aos que se interessam pelo tema, existe um site em português que sempre coloca coisas interessantes sobre o tema que acontecem no Brasil e na Europa ibérica: Aprender sem Escola


May 19, 2011 | 5:05 AM Comments  0 comments

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Vivemos em Rede ou Comunidade?

Aqueles espaços em que vivemos, os chamamos de rede ou comunidade?
Vou utilizar redes e comunidades como forma de explorar a diferença entre um espaço funcional e um relacional. As ‘definições’ são inspiradas no livro de John Taylor Gatto ‘Dumbing us down’¹.

Redes são espaços funcionais

Redes são ambientes de função – são ambientes que conectam dois momentos através de um ato de trans-formação. Nos vemos em ambientes grupais de função porque eles contém algo que é de nosso interesse e em que nos dispomos a interagir com outras pessoas para explora-lo.

A relação fundamental com este espaço é a de propósito, seja ele bem definido ou não. Faço parte da rede dos colegas do clube, rede do grupo de trabalho, redes de discussão, etc. Em cada uma delas podemos identificar nosso interesse e o que fazemos (recebemos ou contribuimos) enquanto em contato com elas, qual a função, o propósito de estarmos parte.

A flexibilidade e oportunidade de contribuir para ambientes em rede certamente aumentou exponencialmente por ajuda tecnológica. Só que acredito que a tecnologia foi além: serviu de inspiração.
Inspirou por ter se mostrado mais dinâmica do que antigas máquinas funcionais isoladas. Além de falarmos de ambientes de redes virtuais, nos inspiramos para solidificar uma forma de organização em grupo que seja mais distribuída que concentrada², retirando a tradição hierárquica que herdamos na nossa forma de organizar-nos.

Em ambientes de função o nosso interesse é restrito a uma família de coisas que fazem parte de nossas inquietudes no presente. A perda de relação entre a função do espaço e nossa inquietude implica no meu desligamento da rede, seja ele abrupto ou gradual. Se pertencer à rede não fizer mais sentido, basta deixar de fazer parte dela.

Como um espaço funcional, redes são espaços de aprendizado focado e/ou grupos de trabalho que geram resultados, são oportunidades de recolher e trabalhar informação e de gerar nova linguagem e/ou traduzir linguagem em acontecimento.

Comunidades são espaços relacionais

Comunidades são espaços de relação – são ambientes que conectam consciências sobre o mundo. Estar em comunidade é estar no espaço de identificar nosso ser e consciência através da diversidade de seres e consciências com as quais nos relacionamos.

Diferente de existir para uma função, comunidades existem do encontrar de mundos em sua completude. Se função existe, é a função fundamental de ser, que não é definida por um propósito em si, mas talvez pela eterna busca de um. Dois seres humanos interagem seus mundos completos em comunidade e da relação criam outros mundos completos.

Um espaço criado pelo interesse de uma pessoa por parte do mundo do outro não pode constituir-se um espaço relacional. O estar presente em um espaço somente com uma parte de si mesmo é não estar realmente presente em um espaço relacional.

Papéis sociais que são característicos de espaços funcionais são relevantes no encontro relacional somente na medida em proporcionam uma diversidade de mundos. É como se retirássemos nossos chapéus de mãe, empregado, atleta ou músico, mas não apagássemos a vivência destes papéis como constituintes de nosso mundo enquanto em relação com o outro.

Em ambientes de relação o nosso interesse é intrínseco a nossa condição humana. Deixar de estar em real contato com outros mundos degenera nossa capacidade de ser – definimos nosso ser através de um mundo que existe em relação. Deixar uma comunidade não é tão simples: não existe criação de sentido de mundo se não existirmos em comunidade.

Viajando entre espaços funcionais e relacionais

Fica bastante clara a relevância de ambos os espaços funcionais e relacionais. Imagino que nenhum espaço deva ter a característica de ser um espaço puramente funcional ou relacional, mas vejo o quanto é mais comum termos consciência dos espaços funcionais no nosso dia a dia e pouco dos relacionais.

Em criando e desenhando espaços funcionais, muitas vezes vemos emergir pequenos espaços relacionais que geram uma sensação de renovação e clareza. Isso é mais do que sensação – realmente novos mundos foram criados .

Criar ou simplesmente poder estar em um espaço relacional requer mais do que um designer ou um artista, requer um mundo em contato com outros mundos. Ser artista neste espaço é não poder estar nele – temos que ser o que somos e estar onde estamos.

Lugar para ler sobre essas coisas

Dumbing Us Down
John Taylor Gatto; New Society Publishers 2005

Disponível em português [PT]:  Compreender a escola de hoje: O Currículo Oculto da Escolaridade Obrigatória – Porto Editora
  • ² Visite a comunidade online da Escola de Redes E=R para conhecer mais sobre redes sociais.
  • ‘Humberto Maturana e o espaço relacional da construção do conhecimento’ por Adriano J. H. Vieira. Disponível online pela Revista Humanitates.

May 14, 2011 | 5:05 AM Comments  0 comments

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Aqui na escola pode (quase) tudo

Inverno Inglês

Era um dia de inverno inglês típico, frio o suficiente para que eu estivesse com casaco dentro do laboratório de ciências mesmo que ele tenha bom aquecimento. Sentado na mesa com duas alunas na aula de biologia, estávamos conversando e fazendo nossos desenhos de sempre no flipchart que fica no centro da mesa.

A diretora da escola Zoë raramente vai por aqueles lados, ainda mais durante as aulas, mas pude vê-la passando pela janela acompanhada. Ela entrou dizendo que tinha um jornalista brasileiro visitando Summerhill e queria apresentá-lo.

Foi só virar de cara para a porta e ter uma grande surpresa – o jornalista Rodrigo Ratier era rosto conhecido de muitos anos - jogávamos futebol na colônia de férias em São Paulo e nossas famílias se conheciam de muitos verões ensolarados. Muito fantástico o mundo pequeno. Ficamos conversando um bom tempo e deu bastante saudade do Brasil. Se visita é legal, de surpresa assim é melhor ainda.

Quando ele se foi eu disse para todo mundo aqui que era assim de famoso – todo jornalista no Brasil me conhecia. Só deixei eles acreditarem por uns minutos. ;)

Revista Nova Escola

Rodrigo é atualmente editor da revista Nova Escola da Editora Abril – veio para uma curta visita e escreveu uma bela reportagem sobre a escola que está presente na edição deste mês e já nas bancas (Edição 241 – Abril de 2011).

Leia lá e mande seus comentários que conversamos mais por aqui. Se sair uma versão online eu atualizo por aqui.

Visite o site da revista Nova Escola – Edição Impressa 241 – Abril 2011
Veja o que já saiu na imprensa Brasileira sobre Summerhill no passado.
Conheça o trabalho do Rodrigo também na ONG Repórter Brasil.


April 20, 2011 | 9:04 AM Comments  0 comments

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A Arte de Parar e o Sabático

Inventei uma resposta.

A pergunta era essa: Será que as pessoas estão evoluindo tanto quanto a tecnologia? Muita gente diria que não – eu acho que é porque tecnologia é lei de Moore e desenvolvimento humano é lei de Murphy. A primeira é coisa meio nerd e a segunda é nonsense, mas como lei é lei, a gente respeita só por se acaso.

Lei de Moore: “o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses”

Lei de Murphy: “Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”

Tecnologicamente à Jato

Apesar de cada vez podermos ir mais rápido, e irmos, parece que tem mais gente parando para achar direção e, mais importante, dar sentido ao caminho. Talvez porque chegar rápido a lugar nenhum tenha saído de moda. Na linha da modernidade, dar uma paradinha parece ser uma boa.

Talvez porque chegar rápido a lugar nenhum tenha saído de moda.

Uma amiga me disse que a cada 7 anos a vida dela dá uma reviravolta. Fiquei pensando que talvez tivesse a ver com aquela história que eu ouvi no colégio: temos todas as nossas células do corpo renovadas a cada 7 anos. Então… daqui a 7 anos não vou ter mais nenhuma dessas aqui? [Olha para a própria mão já com saudade] É.

Já pensou que nessa hora somos um hardware completamente diferente, mas um software mais ou menos igual? Tá, não tanto dos 7 aos 14 ou aos 21 – somos mais flexíveis no software por aí, mas quem sabe dos 35 aos 42? 60 aos 67?

Nesse caso mudar o hardware é fácil, basta mesmo é sentar e esperar. Já mudar o software é outra história: a mesma amiga disse que precisa parar por um tempo para fazer update e que as vezes tem até atualização de segurança – se não pára dá tilt.

Além disso, software desatualizado não consegue interpretar o que roda de novo. Para provar: estou aqui sem conseguir abrir o tal de docx. Me diz, que aberração é essa?

Enfim, computações à parte, parar de tempos em tempos pode ser justamente o que está faltando para ver e rever algumas coisas, aprender e desaprender outras e ainda por cima descansar um pouco.

Esqueceu por que você escolheu esse caminho?

Meus colegas indianos lançaram um chamado para um ano de novos aprendizados – convidaram as pessoas para repassar o convite. Gostei, e fiz o meu próprio folder de divulgação.

Outros amigos estão empenhados em mostrar o que pode fazer uma parada no dia-a-dia de sempre, seja com uma viagem de férias, um ano sabático ou um retiro para o campo.

Seja lá como for a parada, faça do seu jeito

① Dê uma de metido(a) – se você imaginou que pode fazer, faça. Claro que se sentir seguro e fazer check-up no dentista pode ser uma boa. (vide Lei de Murphy e bata na madeira)

② Faça do seu jeito, mas diminua a velocidade o máximo possível. Afinal, parada em alta velocidade num existe. Pular de pára-quedas pode, desde que seja um salto zen.

③ Faça do seu jeito, mas diferente. Exemplo? Se você é do tipo que não planeja nada, que tal ler o livro e levar o mapa? Se tem sempre tudo reservado, mude bastante de idéia no dia anterior.

④ Blackberry nem pensar. Se você é do tipo muito plugado, desplugue-se. Continuar lendo esse blog tudo bem, é claro. ;)

⑤ Ignore todo o tipo de lista que diga o que você tem que fazer.

Lugares para ler e ver sobre essas coisas

  • Veja os capítulos do livro do Estraviz sobre Sabáticos.
  • Assista alguns programas do Viagens Sabáticas no Vimeo.
  • O site sobre sabático de Herbert Steinberg que escreveu “Sabático – Um tempo para crescer”
  • O livro que eu não li, mas parece interessante – “A Essencial Arte de Parar” de David Kundtz.
  • Treine seu inglês lendo um documento sobre velocidade na sociedade.
  • Ligue para alguém para contar que você teve umas idéias interessantes.
  • Finalmente mas não menos importante: Conta a idéia pra mim?

March 24, 2011 | 6:03 AM Comments  0 comments

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O que eu Aprendi com o Novo Padre

Fui Apresentado ao Novo Padre

Me considero sortudo de poder ter trabalhado em comunidades que carregam em si um espírito de estar a serviço – elas são comunidades de cunho espiritual e as vezes religioso. Admiro o fato de que a existência dessas comunidades está embasada no estar a serviço de.

Algumas se tornaram burocráticas e dependentes de decisões hierárquicas, excesso de estruturas controladoras, etc, não muito diferente de outros tipos de organizações.

Semana passada me enviaram uma publicação informal feita por um padre católico da Austrália, Padre Brian Bainbridge, que faleceu recentemente. Ele era um dos experientes praticantes e divulgadores do Open Space [Espaço Aberto]¹ e ensinou e inspirou muita gente em seu país e no mundo.

Não tive a oportunidade de conhece-lo e também acompanho com dificuldade minha inscrição na lista online do Open Space, mas fiquei realmente interessado no que ele escreveu porque sua experiência misturava estar a serviço e aprendizagem coletiva. Isso foi o que eu aprendi com o novo padre na paróquia.

Estar a Serviço e Aprendizagem Coletiva

O início do documento escrito por Padre Brian já demonstra essa conexão:

A transformação que eu via tão necessária na vida da paróquia era o movimento do ‘controle’ para o ‘servir’.

Isso é realmente verdade para algumas organizações espirituais e religiosas as quais tive contato. No entanto tenho que admitir que não acho que controle seja o oposto de servir – imagino até que em algum momento da história controle tenha sido grande parte do estar a serviço. Mesmo se isso for verdade para uma época, não é verdade para hoje: vivemos em uma cultura onde processos são controlados em demasia e matam a criatividade, a inovação e não convidam as pessoas a participar de decisões relevantes a elas.

Estamos em uma era de complexidade na qual estar a serviço significa apoiar-se mais em aprendizagem e ações coletivas. Se trata cada vez mais de estar a serviço através de convidar as pessoas a servir.

Verdadeiros Agentes de Mudança fazem coisas ‘Chatas’ sem se Chatearem

Lendo o documento, Padre Brian fala sobre um grande número de mudanças estruturais e de processos que aconteceram com o tempo. Mudanças reais significam deixar algumas coisas morrerem, dar atenção aos detalhes, ser cuidadoso com a comunidade e as vezes escolher pelo devagar e chato paciente no lugar do rápido e divertido.

Para mim, que gosto de ver grandes mudanças acontecendo rápido, juro que tive que respirar fundo para ler a descrição completa da mudança do sistema de som da Igreja, algo que certamente foi uma grande contribuição para a comunidade, contribuição que eu não posso apreciar sentado lendo aqui no meu banquinho.

Mudanças que envolvem pessoas são analógicas e tem inércia – devem ter. Um verdadeiro agente de mudança pode ao mesmo tempo se importar profundamente pela mudança e desapegar dela acreditando que com espaço as coisas vão se cristalizando. Ambas as coisas estão presentes na história do Padre: o que requer mudanças radicais – ex. quando foi decidido que os conselheiros financeiros seriam escolhidos somente entre os jovens – ou o que requer esperar até que o coletivo esteja pronto para agir – ex. o caso do gerenciamento da escola pertencente à Igreja e seu diretor.

Mas “deixar acontecer” não quer dizer que não há estrutura e processo e que seja somente uma licença para tudo.


March 14, 2011 | 1:03 AM Comments  0 comments

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Esse Negócio de Ser Professor é Cansativo

professor
É muito fácil ficar cansado trabalhando em uma escola. Enquanto quem é professor sabe exatamente do que eu estou falando, tem sempre os que se perguntam como é que pode professor ter tantas férias assim (aqui na Europa, porque no Brasil nem sei). Só experimentando. Esses dois últimos dias foram especialmente um terror. Diferente de [...]

February 17, 2011 | 4:02 AM Comments  0 comments

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Corrida para Lugar Nenhum

Os entusiastas em educação normalmente vibram com os vídeos que mostram algumas fichas caídas sobre a nossa educação atual — os vídeos no youtube do Ken Robinson sobre criatividade e paradigma da educação são vistos como quebras do modelo de pensar atual. Acabei de ver um trailer de fime muito interessante — “Race to Nowhere” [...]

January 30, 2011 | 3:01 AM Comments  0 comments

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Ensino de Ensino Religioso nas Escolas?

Lá nos tempos da minha 5ª série (que os mais jovens chamam de 6º ano e os mais velhos já esqueceram de como chamavam) existia uma matéria chamada Ensino Religioso. Não sei bem da história da adoção e remoção da disciplina, mas sei que peguei um momento de transição estudando em um colégio marista: se[...]

January 21, 2011 | 3:01 AM Comments  0 comments

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How Can We Live Together?

Publicaram um artigo meu na revista Comunicas.es sobre planejamento estratégico para a sustentabilidade. Não está a melhor redação da América Latina, mas foi publicada na Europa mesmo, então tanto faz.

December 20, 2010 | 6:12 AM Comments  0 comments

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